O parto humanizado é muito mais que uma forma de nascer; é um momento em que a mulher é colocada no centro do processo. Valorizando o respeito, a segurança e o protagonismo da gestante, promovendo uma experiência menos invasiva no momento do nascimento.
O parto humanizado também se destaca pela atenção às necessidades emocionais da mulher, garantindo um ambiente acolhedor e respeitoso. A abordagem do parto humanizado permite que a mulher se sinta segura e confiante durante todo o processo, fortalecendo o vínculo com seu bebê.

O que esperar?
O parto humanizado envolve a participação ativa da mulher na tomada de decisões, o que é fundamental para garantir que suas preferências sejam respeitadas. Durante o parto humanizado, a mulher tem a oportunidade de expressar seus desejos e expectativas de forma segura.
A experiência de um parto humanizado permite que a mulher e sua família vivenciem esse momento de forma mais intensa e significativa, criando memórias que ficarão para sempre. O suporte físico e emocional oferecido durante o parto humanizado é essencial para a saúde mental da gestante.
Deve ser entendido qual o desejo materno sobre a forma do nascimento, se já está definido ou não, e ajudar nossa paciente a entender sobre o assunto.
Assim sendo, deve-se ter em vista que o momento da gravidez e do parto para a gestante e seus familiares é singular e repleto de emoções, marcando-os, positiva ou negativamente, para o resto de suas vidas.
Qual a diferença de um atendimento humanizado?
A Dra. Anna Paula Bressan é ginecologista e obstetra, trabalhando para poder fazer a diferença, com humanização, empatia e muita experiência, pelo número de partos e anos de trabalho já acompanhando gestantes, de alto risco e casos complexos.
Oferecendo um atendimento individualizado, para que cada gestante receba a atenção que merece, sempre respeitando seus desejos e necessidades.

Como fazer a diferença?
A Dra. Anna Paula transmite tranquilidade durante as consultas, conduzindo o pré-natal de forma tranquila e com muita sabedoria, fazendo com que a gestante e família tenham assistência sempre que precisar, na consulta ou com orientações necessárias.
Ela oferece suporte para o cuidado com a sua alimentação, atividade física, cuidados com sua saúde mental, com uma boa escuta. Quando necessário, encaminha para colegas de sua confiança para ajudar no tratamento, sempre priorizando a saúde e bem-estar materno e fetal.
Também oferece suporte com as dúvidas sobre a forma de nascimento, parto ou cesárea, sempre prezando pela experiência positiva da gestante e família. Deixando esse momento marcado por boas lembranças.
Um parto humanizado é sinônimo de respeito e cuidado, em que a mulher é vista como protagonista de sua história. O modelo de parto humanizado adota práticas que favorecem o bem-estar da mãe e do bebê, priorizando o vínculo afetivo desde os primeiros momentos após o nascimento.
O que é o parto humanizado?
Trata-se de uma abordagem diferente daqueles atendimentos focados em procedimentos padronizados. Alguns pontos importantes:
- Respeito à individualidade: as escolhas da mulher devem ser ouvidas e consideradas.
- Intervenções mínimas: apenas as que são necessárias, respeitando a fisiologia.
- Apoio emocional e físico: a mulher recebe suporte contínuo de profissionais e pessoas de sua confiança.

Algumas características importantes:
- Protagonismo da mulher: incentivar a gestante a tomar decisões sobre o parto.
- Ambiente acolhedor: proporcionar conforto e tranquilidade.
- Equipe multidisciplinar: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, doulas.
- Contato pele a pele: após o nascimento, o bebê deve ser colocado no colo da mãe, promovendo vínculo e facilitando a amamentação.
- Plano de parto: a mulher elaborar um plano com suas preferências e expectativas.
Benefícios do parto humanizado:
- Para a mãe: maior satisfação, menos dor e recuperação mais rápida.
- Para o bebê: transição mais suave para o mundo exterior e melhor adaptação à amamentação.
- Emocional: fortalecimento do vínculo mãe-bebê, experiência positiva e menos traumas associados ao parto.

Os benefícios do parto humanizado vão além do físico; ele promove uma experiência emocional positiva, essencial para a formação do vínculo mãe-filho. Com o parto humanizado, a mulher se sente empoderada e respeitada.
Ao optar por um parto humanizado, as mulheres têm a oportunidade de vivenciar uma experiência de nascimento mais significativa e memorável, o que pode impactar positivamente a saúde mental e emocional delas e de seus bebês.
Uma abordagem de parto humanizado é essencial para garantir que as mulheres se sintam valorizadas e ouvidas durante o processo de nascimento, promovendo um ambiente em que suas escolhas sejam respeitadas e apoiadas.
Parto Normal ou Humanizado? Ou cesárea? Entenda as diferenças.
Desde a antiguidade, trata-se o trabalho de parto como um evento natural e fisiológico para a mulher.
Porém, com as mudanças vindas no campo da ciência e na área médica, buscando melhorias e diminuição da morbidade e mortalidade materno-infantil, houve o aumento das intervenções cirúrgicas e introdução de medicações para trazer maior “conforto” para a parturiente.
Desta forma, as gestantes passaram a acolher a ideia de que as intervenções cirúrgicas no campo obstétrico fossem a melhor opção, aumentando a descrença na naturalidade do trabalho de parto.
Nos últimos anos iniciou o processo da humanização do parto, daí o termo “parto humanizado”.
Levando em conta que um parto humanizado é aquele em que se respeita o trabalho de parto natural, preferencialmente sem qualquer intervenção desnecessária, respeitando a naturalidade do processo.
E a cesárea, um parto cirúrgico, que veio para ajudar em casos em que o parto pela via vaginal não é possível, ou quando tem algum risco de vida para o feto, para a mãe ou ambos.
Durante o parto humanizado, a mulher é incentivada a participar ativamente de todas as etapas do processo, desde a escolha do ambiente até as intervenções que deseja ou não. Essa autonomia é um dos pilares do parto humanizado.
Sendo evidente que a cesariana é um procedimento necessário para a saúde materna e do recém-nascido, ela foi criada para salvar vidas.
O que realmente é parto “humanizado”?
Essa é uma pergunta que escuto muito. As pacientes às vezes acham que o parto humanizado é aquele parto na banheira, com música, coisas assim; mas nada mais é do que respeitar o processo e fazer com que a mulher seja protagonista do seu parto.
Humanizar o parto e o nascimento propõe conduzir a mulher como protagonista, interagindo estreitamente com as decisões que serão tomadas sobre o seu cuidado, passar para a mulher autoconfiança e autonomia no trabalho de parto e parto, com o objetivo de respeitar os seus direitos.

Vamos entender melhor sobre o trabalho de parto e suas fases:
1- Primeiro período do trabalho de parto: Dilatação
O conceito de parto humanizado também reflete a importância do acolhimento e da escuta ativa, promovendo um ambiente em que a mulher se sinta confortável para expressar suas necessidades. O parto humanizado busca sempre minimizar intervenções, respeitando o ritmo natural do corpo.
É importante definir os limites que distinguem o que é normal do que é anormal para permitir que as mulheres e os profissionais de saúde tenham uma compreensão do que esperar e quando as intervenções no trabalho de parto são justificadas.
- Fase latente: A fase latente do primeiro período do parto é caracterizada por contrações uterinas dolorosas e alterações variáveis do colo do útero, incluindo algum grau de apagamento e progressão mais lenta da dilatação de até 5 cm, para nulíparas e multíparas.
- Fase ativa: A fase ativa do primeiro período do parto é caracterizada por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical mais rápida de 5 cm até a dilatação completa para nulíparas e multíparas.
Duração dessas fases: A duração do primeiro período do parto — período de dilatação — é altamente variável e depende do processo fisiológico individual e das características da gravidez.
Monitorização: As avaliações rotineiras para monitoração materna e fetal no primeiro período do parto dependem do contexto e do progresso do trabalho de parto. A ausculta intermitente da frequência cardíaca fetal durante o trabalho de parto é essencial para o cuidado no intraparto. O intervalo de exames vaginais de toque deve ser individualizado em cada paciente.
2- Segundo período do trabalho de parto – Período Expulsivo
O segundo estágio do trabalho de parto é o período de tempo entre a dilatação cervical completa e o nascimento do feto, durante o qual a mulher tem um desejo involuntário de puxo, como resultado de contrações uterinas expulsivas.
Uma mulher pode sentir a necessidade de puxar antes da dilatação completa ou ela pode ainda não sentir essa necessidade no momento em que a dilatação completa é diagnosticada.
A interação mãe e filho é fundamental nesse período; o contato pele a pele ajuda a estabilizar os parâmetros fisiológicos neonatais, promover a amamentação exclusiva e apoiar o vínculo materno-filial.
Na ausência de complicações maternas ou neonatais, um bebê a termo saudável deve ser seco para minimizar a perda de calor e dado à mãe.
Mães e bebês podem obter os benefícios do contato pele a pele na sala de parto, mesmo para os recém-nascidos pré-termo que não precisem de atendimento imediato.
3- Terceiro período do parto: saída da placenta e membranas.
O terceiro período do parto compreende o período de tempo desde o nascimento do bebê até a expulsão da placenta e membranas. A duração do terceiro estágio normal é geralmente considerada em até 30 minutos, entre o nascimento do bebê e a expulsão da placenta, mas não há critério universalmente aceito.
É importante ressaltar que, em um parto humanizado, a mulher deve ser sempre informada sobre as opções disponíveis e o que está acontecendo em cada etapa do processo, garantindo que ela se sinta parte ativa do seu parto.

O parto humanizado é um convite para que as mulheres se conectem com sua força interior, reconhecendo o poder de suas escolhas durante o nascimento. Essa conexão pode resultar em uma experiência de parto mais satisfatória e positiva.
EVOLUÇÕES NO TEMPO…
No ano de 2005, foi promulgada a Lei do acompanhante, Lei n.º 11.108, de 7 de abril de 2005. Essa norma entrou em vigor e, a partir do dia 7 de abril de 2005, todas as mulheres passaram a ter o direito de escolher uma pessoa para acompanhá-la durante o parto.
Uma das propostas desta legislação é oferecer um parto de forma mais humanizada, o que vem de encontro com a legislação dos Direitos Humanos, dos Direitos sexuais e reprodutivos e do direito da personalidade da gestante.
Durante o processo do parto, todos os envolvidos no nascimento são contagiados por várias emoções, como alegria, preocupação, ansiedade, medo, amor, entre outros sentimentos. Precisando de um acolhimento para a gestante e acompanhante, este escolhido por ela.
Como deve ser feito esse acompanhamento?
No acompanhamento obstétrico, deve ser cuidado de forma detalhada cada paciente, considerando os aspectos físicos, psicológicos e emocionais durante a gravidez.
Realizar um bom acompanhamento personalizado para cada paciente, com boa escuta da paciente, solicitar exames e detecção precoce de alterações na gestação e a prevenção de doenças, além de ajudar orientando-as a manterem hábitos saudáveis durante o período gestacional.
Desde o planejamento da gravidez até o pós-parto, oferecer o suporte necessário para que as pacientes tenham tranquilidade e segurança no serviço prestado.
Com o parto humanizado, promovemos um espaço em que a mulher tem a liberdade de escolher como deseja vivenciar seu nascimento, sempre com o suporte de uma equipe que respeita suas decisões e desejos.
Uma das chaves para um parto humanizado bem-sucedido é a comunicação clara e aberta entre a mulher e a equipe médica, permitindo que todas as preocupações sejam abordadas e discutidas antes do grande dia.
O parto humanizado promove o respeito à fisiologia do parto, apoiando as mulheres a experimentarem um nascimento que respeita seu corpo e seus desejos, sendo uma alternativa mais saudável e gratificante.
Contar com profissionais que valorizem o parto humanizado é essencial, pois isso garante que a experiência do nascimento seja repleta de cuidado, empatia e respeito, promovendo um início de vida mais harmonioso para mãe e filho.
Com um parto humanizado, cada mulher tem a chance de viver uma experiência única, em que suas preferências e necessidades são priorizadas, contribuindo para um momento inesquecível.
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O parto humanizado é uma oportunidade para a mulher não apenas dar à luz, mas também para se reencontrar e fortalecer a conexão com seu corpo e suas emoções, apoiando o desenvolvimento saudável do vínculo com seu bebê.
Esse respeito à individualidade é um dos pilares do parto humanizado, permitindo que cada mulher viva sua própria experiência com total autonomia e segurança.
Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal
Fonte:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Assistência ao parto da gestante de risco obstétrico habitual. São Paulo: FEBRASGO; 2021.
https://www.who.int/publications/i/item/9789240045989
WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: World Health Organization; 2018. Licence: CC BY-NCSA 3.0 IGO.


